Quem é Rita Schumann

Sou professora das Línguas Portuguesa e Inglesa na rede municipal e trabalho na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional - setor de Educação.Casada e mãe de um filho maravilhoso de 1 ano e 2 meses, que suga minhas energias e isso faz muito bem. A energia que ele suga parece que se multiplica, quanto mais ele suga mais eu me energizo. Acredito que deve ser o amor.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pauta da Oficina 7- ESTILO/COERÊNCIA E COESÃO - LINGUAGEM E CULTURA

Caçador, 15 de setembro de 2009.
Local: Sala de TV Escola e Salto para o Futuro
Formadoras: Liliane da Silva
Nelci Pereira Metz
Rita Schumann


1º Momento - ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO

Encontro – 8 horas:

1º Apresentação da mensagem – Receita

2º Leitura do relatório do Caderno Volante – Professora Silvana Gomes

3º TAREFA DE CASA: Sorteio das Aulas das Atividades de Apoio à aprendizagem – individual como tarefa para apresentação no próximo encontro.

4º Apresentação Avançando na prática: Resultado das propostas dos Avançando na Prática (aplicado em sala de aula):
· 24
· 50
· 93
· 105
· 130
· 148
· 162
· 196
· 212
· 229



2º Momento – LINGUAGEM E CULTURA

5º Apresentação – alunos da E.E.B. Profº Paulo Schieffler (Festas Populares) – 20 min

. Resumo da TP1 – Power Point


7º Em grupos (12) – sorteio das Unidades e seções (estudar: iniciando nossa conversa / definindo ponto de chegada / seção/desenvolvimento do avançando na prática / ampliando nossas referências – Unidades 1 e 2 – texto da página 44 e Unidades 3 e 4 – página 123(reflexão do grupo sobre o texto)) – Apresentação em POWER POINT.

Unidade 1: Variantes lingüísticas: dialetos e registros – 13
Seção 1: As Inter-relações entre Língua e Cultura – 14 ( Silvana – Luciane – Clarice – Rita)
Seção 2: Os dialetos do Português – 19 (Lucimar – Mônica – Sílvia)
Seção 3: Os registros do Português – 28 ( Maristela B – Everlaine – Keller – Rosemari )


Ampliando nossas referências - 44

Unidade 2: Variantes lingüísticas: desfazendo equívocos - 57
Seção 1: A norma culta – 58 (Jaqueline – Elizabete – Viviane –Vera – Neide- Roselene)
Seção 2: O texto literário – 67 (Patrícia – Adriana – Nadir)
Seção 3: Modalidades da língua 77 (Maristela – Alexandra – Ana Maria – Edilnéia)

Unidade 3: O texto como centro das experiências no ensino da língua - 97
Seção 1: Afinal, o que é texto? – 98 (Jaqueline – Elizabete – Viviane –Vera – Neide- Roselene)
Seção 2: Por que trabalhar com textos – 106 (Zita – Lucimara – Rosete – Suely – Marlise)
Seção 3: Os pactos de leitura – 114 (Cleudenei – Eliane _ Ulgo _ Simone _Fátima)

Ampliando nossas referências - 123

Unidade 4: A intertextualidade - 133
Seção 1: O diálogo entre textos: a intertextualidade – 134 ( Sandra – Jucélia – Simôney)
Seção 2: As várias formas da intertextualidade – 139 (Cleudenei – Eliane _ Ulgo _ Simone _Fátima)
Seção 3: O ponto de vista – 145 ( Silvana – Luciane – Clarice – Rita)

8º Apresentação das produções – AAA1



Pauta da Oficina 6 - Estilo/Coerência e Coesão

GESTAR II – Língua Portuguesa

Caçador, 7 de julho de 2009.
Local: Auditório Pedro Ivo Campos – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional
Formadoras: Liliane da Silva
Nelci Pereira Metz
Rita Schumann


ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO

Encontro – 8 horas:


1º Apresentação da mensagem – “Para Todas as Crianças” – Carlos Drummond de Andrade

2º Leitura do relatório do Caderno Volante – Zita Tramontina

3º Apresentação das Seções 1, 2 e 3 da TP4 (não conseguiram fazer as apresentações na Oficina do dia 30/6):
Unidade 16: A produção textual - Crenças, teorias e fazeres (já apresentou).
Seção 1: Escrita, crenças e teorias. - EEB Nayá Gonzaga Sampaio – página 161
Seção 2: O ensino da escrita como prática comunicativa – EEB Santo Damo – página 174
Seção 3: A escrita e seu desenvolvimento comunicativo – EEF Thomaz Padilha – página 184

4º Apresentação dos Objetivos da Unidade 17 da TP5 – Estilística.

5º. Leitura do Texto – Os Diferentes Estilos – Paulo Mendes Campos;

Avançando na Prática – Narrando a morte de Michael Jackson (conforme os estilos apresentados no texto – 15 estilos para 15 grupos); 15 min


MICHAEL JACKSON (Estilo Colorido)
Numa tarde de céu azul, na penumbra da mansão do Rei do POP, despediu-se da vida em preto e branco, um homem de características estranhas, sombrias... Trajava camisa roxa com detalhes em dourado, calça preta e sapatos no tom caramelo.
Após uma medicação branca, armazenada em um vidro vermelho com faixa preta, sorriu amarelo, numa expressão roxa e expirou!
No seu passaporte, não estava claro seu destino, se iria ao paraíso dos verdes campos, ou quem sabe, ao negror do paraíso eterno...
Professoras Cursistas: Alessandra Basso Cavalheiro e Maristela W. B. Agostini

7º Leitura do Poema de Manuel Bandeira “Trem de Ferro” – página 18

8º Avançando na Prática – Jogral do Poema (metade – faz a repetição / outra metade o restante do texto) – evidenciando a sonoridade.

9º Leitura do Texto “Berimbau” – Manuel Bandeira – página 29

10º Avançando na Prática – Produção Textual contendo aliteração, assonância, metáforas, metonímias e onomatopéias (por grupo). 20 min


O PLANETA PEDE SOCORRO!!!


Os estudiosos da Metamorfose dizem que não apenas larvas se transformam em borboletas. Para nosso espanto as próprias pedras passam também por silenciosas metamorfoses. Até já conseguiram se transformar em poesia no Meio do Caminho. São nos passos delicados da vida que a transformação acontece espontaneamente. Há vários tipos de metamorfose:
Se observarmos as rosas radiantes da primavera regadas risonhamente, recobrem o jardim outrora ressecado pelo inverno. A isso chamamos ação metamorfósica das estações.
O chuá...chuá da chuva provoca o despertar da semente na terra, eis um belo transformar da vida!
A natureza toda é uma linguagem do amor Divino de Deus. Somos espelhos do poder da criação celestial!
Mas, nem tudo é um mar de rosas, como toda a moeda tem os seus dois lados, reconhecemos o certo e errado das coisas. Exemplo disso são as metamorfoses negras que ocorrem na sociedade.
No cenário político, há pessoa que se diz puta os votos como se os eleitores fossem apenas uma mercadoria barata, metamorfoseando com mesquinharia o processo democrático. Outros políticos de mãos leves, tomam emprestado do povo o que não é seu, sorrateiramente, testemunho vivo disso temos nossa floresta Amazônica que está como um rio caudaloso evaporando-se discretamente, sob proteção de Leis aprovadas em Brasília, pois é mais lucrativo ter milhares de cabeça de gado pisando no pulmão do mundo do que ter a flora e fauna se desenvolvendo na biodiversidade das matas.
Assim tantas outras manchas que ferem a ética e os direitos, e mesmo repetindo mil vezes as mesmas lições diárias. Preferiremos acreditar nas metamorfoses construídas pelas vias da educação dentro da sociedade.
Como toda a ação provoca uma reação, procuremos ser mãos que semeiam mais do que destroem, para que as pernas do tempo sejam fortes o bastante para modificar as atitudes humanas e que os corações de pedras transformem-se pela conscientização em antídoto de amor contra todas as evoluções negativas do homem moderno.
Professores Cursistas: Cleudenei, Eliane, Fátima, Simone e Ulgo. (E.E.B.M. A – Timbó Grande)

11º Leitura do texto “Nunca é tarde, sempre é tarde” – Sílvio Fiorani – páginas 43 e 44.

12º Avançando na Prática – Narrar um fato... contendo discursos direto/ indireto/indireto livre e ou frases fragmentadas. Tema a escolher (20 min)

NARRAÇÃO COM DISCURSO DIRETO, INDIRETO, INDIRETO LIVRE E FRAGMENTADO

VISITA AO MUSEU


Na manhã de terça feira a professora Maria saiu da escola com seus alunos para uma visita ao Museu do Contestado. A animação da turma era grande.
Antes de sair, a professora orientou os alunos.
___ Não estamos saindo somente para passear. Temos um trabalho para ser realizado sobre a Guerra do Contestado, por isso prestem bastante atenção nas explicações e façam as perguntas que acharem necessário.
Feito isso partiram para o museu. No caminho encontraram Fábio, um aluno que estava atrasado. Mateus, seu melhor amigo, repassou-lhe as orientações da professora dizendo que eles deveriam prestar atenção nas explicações e fazer as perguntas necessárias, pois, teriam que apresentar um trabalho sobre a Guerra do Contestado.
Durante a visita os alunos ficavam admirados com que viam. E era comum ouvirem-se os seguintes comentários: “Que objeto estranho!” “ Para que serve essa máquina? “ “Que roupas engraçadas!”.
Após uma hora de visita os alunos voltaram para escola cheio de ideias para realizar o trabalho.
Professores Cursistas: Clarice, Rita, Silvana, Edilneia e Luciane


13º Apresentação dos Objetivos da Unidade 18 – Coerência Textual

14º Apresentação POWER POINT – O que faz um texto ser coerente?


15º Avançando na Prática: Organizar os textos de forma coerente. (Encontrar no grande grupo as partes do todo do texto).

16º Apresentação dos Objetivos da Unidade 19 – Coesão

17º COERÊNCIA E COESÃO - Apresentação de textos, fundamentando-se em comentários referentes ao discurso e textualidade.

18º Avançando na Prática: Os professores/cursistas produzirão outros textos com coerência e sem coesão.


TEXTO COM COERÊNCIA, SEM COESÃO

CIRCUITO FECHADO DO GESTAR II

Despertar, bocejar, lavar, escovar, arrumar, pentear, vestir, calçar, caminhar, pegar, sair, correr, chegar, esperar, entrar, sentar, conversar, abraçar, ouvir, calar, sufocar, ouvir, falar, respeitar, produzir, apresentar, aplaudir, lanchar, produzir, apresentar, falar, explicar, comentar, almoçar, descansar, caminhar, iniciar, sentar, ouvir, falar, escrever, pensar, criar, recriar, bagunçar, montar, arrumar, lanchar, fazer, apresentar, discutir, discordar, concordar, opinar, brigar, repor, adiar, telefonar, concordar, produzir, falar, conversar, escrever, finalizar, sair, retornar, abrir, sentar, desvestir, deitar, dormir.
Professores Cursistas: Marlise Recalcate e Suely Miozzo

19ºApresentação dos Objetivos da Unidade 20 – Relações lógicas no texto

20º Apresentar o texto “Uma história sem pé nem cabeça!” organizado em colunas e solicitar aos grupos que o reorganize atentando para a sequência temporal do texto (grande grupo).

21º Ler o texto “Dois sapos”, e refletir com o grupo as relações lógicas de construção de significados na produção do texto e os efeitos de sentido decorrentes da negação.



22º Sortear as perguntas como tarefa de casa para serem respondidas para o grande grupo.

23º Tarefa de casa
1. Colocar todas as atividades da RCPE em dia até o dia 17/7 – para que possamos fazer o relatório e levar para a reunião dos formadores no dia 20/7. (Lembrando que nosso curso tem 120h presenciais / 180h a Distância).

2. Avançando na prática: Observar as propostas das páginas 24, 50, 93, 105, 130, 148, 162, 196, 212, 229 e aplicar uma delas em sala com aluno – conforme sorteio – e trazer o resultado para apresentar na próxima Oficina (apresentação em POWER POINT – parte por parte da sequência didática – conforme solicitado nas propostas da TP5 – com digitalização do trabalho de aluno). O professor/cursista pode escolher em fazer seus trabalhos a distância sozinho ou em grupo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Produção Textual Argumentativo abordando língua, cultura e práticas sociais; Língua e exclusão.

Joaquininha
Rita Schumann

Criada no interior
Mãos calejadas
Erres brandos... fortes...arrastados
Diferente... muito diferente dos demais
Filha de imigrantes italianos e
Exemplo desta
Família tradicional

Andando pela rua
Sorridente... cantarolando ...
Às vezes até gritando...
Herança de família
Feliz, muito feliz...
Sonho realizado “Ir à escola”

Chegou...
Triiiiiiiiiiimmm.... o sino a tocar
O cheiro de material novo
A fila comprida
Os alunos a gritar

A professora chega
Convida-os a entrar
Todos a se apresentar
Chega a vez de Joaquininha
Que desilusão todos a rir e a zoar

Joaquininha naquele momento deixa de sorrir
E a escola passa de sonho a pesadelo
As crianças, de novos amigos a monstrinhos.
E a professora?

A professora intervém
De forma amável e gentil
Legal, Joaquininha!
Como é bom tê-la conosco.
Apresentou-se bem. Parabéns!

Sua história me interessa
Lembro-me da época que vim do interior
Sua forma de falar é a minha de criança
Quero saber mais de sua vida.

Joaquininha envergonhada não sabia o que falar
Mais os olhos da professora, fizeram - na encorajar.
Em pouco tempo conta a sua história
E os “monstrinhos” a questionar

A professora naquele momento
O coração marcou
E o respeito dos colegas retornou
De monstrinhos voltaram a crianças

Ah, a professora se espelhava em mim!
Quem não iria querer se espelhar?

De horror retornou o sonho
E a escola marca registrada.
A professora, talvez não saiba.
Será sempre lembrada

Obrigada, professora
Por respeitar a diferença
E intervir naquele momento
Hoje, sou professora.
E a tenho com exemplo!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Provérbio revisto

Newton de Lucca
A voz do povo

é a voz de Deus...

Que povo?

Que Deus?
O que beijou Stálin?

O que delirou com Hitler?

Ou o que soltou Barrabás?

(Será que Deus já não teria se enforcado em suas próprias cordas vocais?).

Texto argumentativo(predominante) - provérbios

DIZER E FAZER
Pais e filhos
Direitos e Deveres
Dizer e fazer
Modelos, ídolos
Certo ou errado.
Televisão? Melhor!
Conversas? Nem pensar!
Escola? Professora, Eduque!
A que categoria pertences?
A que cobra o certo e faz errado?
A que faz errado, sabe e não liga?
A que exige o certo?
A que erra e não admite erros?
A que diz e faz o dito, pelo menos acredita nisso?
Ah! Não lembro que meu filho existe.
Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

GESTAR II - Camboriú

Começou nesta segunda-feira (20/07), em Balneário Camboriú, a 2ª etapa da formação de formadores do Programa Gestão da Aprendizagem Escolar - GESTAR II. A capacitação vai até o dia 24 e é destinada aos professores de Língua Portuguesa e Matemática das últimas séries do Ensino Fundamental da Rede Pública Estadual.
Cerca de 260 formadores e coordenadores do Programa estãopresentes trocando experiências em grupos e fazendo uma análise crítica das práticas em sala de aula, avançando na prática e Oficinas com os professores por regional. As atividades individuais e coletivas, presenciais e a distância, dos professores cursistas estão sendo coordenadas por um formador qualificado especialmente para atuar no GESTAR II.
Trata-se de uma formação continuada com o objetivo de aprofundar e aprimorar as práticas pedagógicas. A última etapa da capacitação está prevista para o final do ano.
Ao total serão 300 horas de curso, somando 96 horas presenciais e mais 204 na modalidade a distância. O GESTAR II é um programa conjunto do Ministério da Educação (MEC), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Secretaria de Estado da Educação.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Memorial Descritivo

Memorial Reflexivo – Rita Schumann – GESTAR II

Sou a quinta filha de uma família de seis irmãos – cinco mulheres e um homem, seriam pelo certo seis mulheres mais uma faleceu próximo de completar um ano de idade. Meu pai, hoje falecido, era autônomo – sempre trabalhou com terra e gado e minha mãe, uma senhora digna de ser chamada senhora do lar. Nasci no ano de 1971 em Caçador – SC que moro até hoje.

Iniciei minha trajetória escolar no ano de 77, direto na 1ª série, sem pré-escola, na rede estadual de ensino. Lembro-me que era muito aplicada, esforçada, participava de todas as atividades propostas pela escola e o que a professora dizia, para mim era lei.

A professora nunca tinha o porquê chamar minha atenção, mas quando acontecia delas chamarem a atenção de algum dos meus colegas eu ficava com medo, pois poderia acontecer comigo também, e quando estas chamadas eram freqüentes, a resposta do meu organismo era uma enorme dor de barriga para não precisar ir à aula; quando ia, ia chorando... Deixava minha mãe muito preocupada, pois ela me dava todos os chazinhos que podiam ser dados para eu melhorar e como não tinha jeito, procurou o médico que nada encontrou, pois a minha dor era medo.

Chegava à escola, a merendeira me esperava com um chazinho quentinho não sei se era chá ou se era água morna com açúcar, mas às vezes o chazinho tinha cor, quando eu não ia até ela, ela vinha até mim, jamais esquecerei da Guerta.

Uma das minhas irmãs levava-me para a escola e quando chegava ao morro, ela deixava que eu fosse sozinha, eu subia o morro chorando e de vez em quando olhava para trás e lá estava ela, chorando também, me dava um aperto muito grande no peito e esse aperto aumentava quando chegava à escola e sentia o cheiro de material escolar novo. Hoje, engraçado, quando sinto este cheiro parece que o sentimento da época reaparece.

Uma das vezes que me deu uma “dor de barriga” horrível foi quando a professora utilizou uma das suas ferramentas de trabalho – o livro – para dar, acredito que devagar, mas com fisionomia de poucos amigos, na cabeça de um coleguinha. Não contei nada em casa, mas meus pais percebiam que eu não estava feliz, foram até à escola, falaram com a diretora e solicitaram que me mudassem de sala para ver se eu melhorava, e o fizeram... Tudo endireitou, estudei nesta escola até a 8ª série (primário e ginásio).

As leituras desta época eram na maioria das vezes Contos de Fadas, alguns clássicos... Não lembro de nenhuma leitura que tenha marcado minha trajetória escolar desta época a não ser as que lia por conta e risco e a cartilha pela qual fui alfabetizada “O Barquinho Amarelo” – esta realmente me marcou, lembro-me até de detalhes, como se fosse hoje : “...a galinha Cocota...” ‘...o barquinho na água, pra lá...prá cá”; “...as bolhas de sabão”.

Nos últimos anos do Ensino Fundamental, a biblioteca fora para mim, além do lugar de fazer pesquisas, para pegar livros e lê-los para apresentar o resumo à professora.

Tive da 5ª a 8ª séries a mesma professora de Língua Portuguesa, muito boa, bastante tradicional, mas muito competente e responsável, mas a forma dela cobrar que lêssemos era através das fichas de leituras, era a forma que ela achava correto, mas nós líamos... tenho certeza que ela fez o melhor que sabia porque demonstrava pelos exemplos que respeitava a profissão que exercia.

O 2º grau (como se falava) cursei Magistério, na rede privada, já não mais com meus colegas, poucos continuaram a estudar, os que continuaram fizeram outros cursos e os demais, aqueles que não continuaram a estudar e que tive a oportunidade de rever, casaram cedo e tiveram vários filhos...nem todos viveram felizes para sempre.

Recordo-me que muitos, a maioria, dos professores faziam maravilhas em suas aulas e outros, ainda bem que a minoria, não se importava muito com o tipo de aula (davam 20 perguntas do conteúdo para estudar e destas 20 cobravam 10 na prova e eu tirava dez, como também acontecia com alguns do ensino fundamental, e nós, alunos, achávamos estes professores bonzinhos, “ainda bem que atualmente isto não ocorre mais”!) Mesmo assim, agradeço a todos, pois os bons - através de suas condutas – me ensinaram como fazer, os não tão bons, me ensinaram como não fazer.

Esta fase foi realmente quando aprendi a didática profissional. Atividades voltadas especificamente à prática pedagógica, o que e como se ensinar: planejamentos... diários...objetivos...metodologias...estratégias...repartir, escrever e apagar o quadro...confecção de materiais didático...propostas pedagógicas...pensadores... Percebo que isso falta em alguns dos nossos colegas que não fizeram o Magistério, pois a graduação não nos ensina esta prática. Neste período a leitura era direcionada ao suporte pedagógico, teorias educacionais e similares.

Não sei bem se foi no final do ensino fundamental ou no Ensino médio que recordo de um livro que li que para mim não foi uma leitura e sim um pesadelo, contava as linhas para que terminasse – O Guarani – para mim um enredo muito “ meloso”, quase me dava ânsia e por incrível que pareça, nesta semana que passou conversando com uma colega professora de Língua Portuguesa e falando dessa leitura que me marcou negativamente, ela me disse que foi um dos livros que mais gostou de ler, fabuloso. Pensei que devo rever meus conceitos, quem sabe criar coragem e lê-lo novamente, acredito que quando o li não estava preparada para esta tipologia textual.

Até então, não sabia se queria ser professora, mas continuei o estudo com algumas das minhas amigas do 2º Grau. Terminei o 2º grau com 17 anos e iniciei o Curso de Pós-Médio em Adicional em Pré-Escola – na FEARPE e fiz como no 1º grau, boas e duradouras amizades, algumas vindas do 2º Grau. Quando findou o curso não sabia se queria fazer Pedagogia ou Letras, acabei fazendo Letras, pois algumas destas amizades conquistadas fariam também e me convenceram que não havia mais campo de trabalho para os pedagogos.

Agradeço a estas amizades, pois me sinto realizada nesta escolha.

A leitura nesta época, Pós-Médio e Graduação, era muito prazerosa, voltei a ler contos de fada... livros escolhidos a dedo...minha professora era a Olga Fedechen, iniciou como minha professora de Literatura Infantil e continuou na minha graduação, da primeira até a última fase do Curso de Letra, na Universidade do contestado, antiga FEARPE, como professora de Língua Portuguesa. Esta professora sabia realmente o que queria, cobrava muito e repetia sempre “Para o aluno isso não é necessário, mas todo o professor deve saber a estrutura da língua que vai ensinar” - “Como ensinar se não sabe?”

Esta professora ficará eternizada, em suas palavras e ações demonstrava o respeito e carinho pela sua profissão. Respeitada, muitas vezes odiada, mas não deixava de forma nenhuma de ensinar e de cobrar resultados. Com esta disciplina e professora, retornamos a refletir a prática pedagógica, a conduta e a ética profissional. Séria, considerada tradicional, mas para mim um exemplo de consciência e compromisso com a educação. Líamos todos os gêneros e tipos textuais, trabalhávamos também a gramática – ela conceituava a gramática como o esqueleto da nossa língua. Não aceitava desculpas. Quer ser professor? Estude. Professor que não estuda não tem argumentos para querer que seu aluno estude. Professor que não gosta de ler não consegue estimular o gosto pela leitura.

Em muitas vezes ao ler um livro, sentia-me o personagem dele, tanta era a interação.

Atualmente, sou Professora efetiva 20h na rede municipal de ensino de Caçador e 40h na Secretaria de Desenvolvimento Regional/GERED na mesma cidade. Leio tudo que quero e gosto. Não sei e não quero aprender a entrar numa sala de aula sem um planejamento e um objetivo. Gosto e acredito no que faço. Quero uma educação cada vez melhor e qualificada e tenho plena consciência de que isso depende de cada um e de todos.

Formadora Rita - Caçador

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